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Do Imperador ao Eremita: o momento que atravessamos

  • 15 de abr.
  • 3 min de leitura


Há muito tempo que não fazia uma leitura de Tarot. Desde 2023, tirei uma espécie de "férias" para compreender melhor meu trabalho com esse Oráculo. Cada Arcano possui tanta sabedoria que acabei transformando meu conhecimento em algo mais pessoal e reservado.

No entanto, hoje, 15/04/2026, senti uma forte vontade de dialogar com Os Arcanos e buscar orientação para o nosso mundo, nossa humanidade. Estamos vivendo tempos intensos e controversos, e está complicado alinhar nossa verdade.


Aqui vão as perguntas que fiz:

1- Qual a energia planetária coletiva nesse momento - O Imperador

2- O que virá nos próximos meses - Sacerdotisa

3- Qual o conselho para todos nós - O Diabo + O Eremita


A leitura que fiz para esse momento, resumidamente: desligar dos excessos do mundo externo e adentrar e começar uma busca interior, uma paz que brota de dentro. Desafiador eu diria...


O mundo endurece, estruturas se erguem, vozes de comando se tornam mais firmes, sistemas tentam organizar aquilo que parece escapar por todos os lados.

É o reinado do O Imperador, não apenas nos governos, nas instituições, nas decisões políticas e econômicas… mas dentro de cada um de nós(o que está fora, está dentro).


Temos uma necessidade quase visceral de controlar, definir, sustentar, saber. Como se o caos recente tivesse deixado uma marca, e agora fosse preciso construir muros ainda mais altos, regras mais claras, identidades mais rígidas.


Qualquer estrutura que se torna excessivamente fechada ou rígida acaba por se romper, rachar ou quebrar em algum momento.

Quando isso acontece, algo muda de direção, mas não sem antes causar dor, desestabilizar-nos e dar a impressão de que não há mais solução. No entanto, sempre existe uma saída.


E então o mundo silencia, a energia se recolhe. Os movimentos se tornam menos visíveis, mais sutis, mais difíceis de decifrar.

É a entrada da A Sacerdotisa, ela não diz nada, não mostra nada, mas informações circulam, decisões se gestam longe dos nossos olhos e algo profundo começa a brotar, uma inquietação começa a surgir.


“Tem algo acontecendo… mas ainda não sei nomear.”


E talvez não seja para nomear ainda, e é aqui que o oráculo deixa de ser confortável.

O Tarot não aponta para fora, não há o que resolver lá fora. Ele aponta para dentro, e agora?


O Diabo se apresenta, não como um inimigo, mas como um espelho.

Nos mostrando as amarras invisíveis que carregamos:

os excessos que anestesiam,

as narrativas que seduzem,

as polarizações que capturam,

os sistemas que exploram… porque encontram ressonância em desejos não reconhecidos.


Tudo aquilo que foi negado, reprimido, projetado, agora fica mais evidente.

Não necessariamente para ser eliminado, mas para ser visto.


E para dar dar aquela "carteirada" chega O Eremita, o buscador solitário, a Consciência interior.

Ele não entra em guerra, nem tenta convencer, muito menos disputa narrativas.

Ele simplesmente se retira. Vai para sua montanha interior, para seu retiro interno.

Em um mundo saturado de estímulos, opiniões, urgências, O Eremita acende uma lanterna e deixa um conselho para todos nós:


diminua o ruído, olhe com honestidade para aquilo que ainda te prende, para sua dependência, automatismo, ilusão de controle, arrogância e faça uma escolha, fazer diferente, pensar diferente, busque conhecimento.


A jornada é extensa e gradual; assim como a sabedoria, ela não surge de um dia para o outro. É moldada pelas batalhas, pelos caminhos percorridos, e a cada passo, ganhamos uma luz que, uma vez internalizada, nunca se apaga.


Espero que ajude você em sua jornada de descobertas.


Com amor,

Fernanda

 
 
 

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